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Jorge Pozzobom*
A fatídica experiência de West Warwick, em Rhode Island, nos Estados
Unidos, me serviu de inspiração para falar sobre a tragédia que enlutou o
mundo: O incêndio da boate Kiss, ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013, aqui
na minha cidade, Santa Maria. Há dez anos, a cidade americana dava os
primeiros passos para superar o incêndio na boate The Station, que vitimou
100 jovens em fevereiro de 2003. E lá, as primeiras iniciativas tomadas foram
a elaboração de novas leis anti-incêndio e ações para melhorar a autoestima
da comunidade. Todos nós temos consciência de que nada vai apagar o que
aconteceu. Podemos dizer que, nesse sentido, a memória é a capacidade humana
de viajar no tempo. Ao recordar fatos passados, as pessoas naturalmente
tornam presentes esses acontecimentos, não apenas para si mesmas, mas para os
outros. Não precisamos ter participado de uma guerra para saber que ela é
terrível. Aprendemos com os outros, com a história. Mas o que ocorreu aqui
todos nós participamos e assistimos, infelizmente. O ano que passou jamais
será esquecido. Embora Santa Maria tenha recebido solidariedade de
muitos lugares, doações em mantimentos, roupas e trabalho voluntário. Mesmo
assim, hoje ao completar um ano da tragédia, cidade e a região continuam em
péssimo estado, grande parte da população não teve a vida normalizada. Estamos
em um novo ano e nossa missão é viver em harmonia com a população, estarmos
abertos a auxiliar no que for necessário na busca incansável da superação.
Precisamos que em 2014 Santa Maria tenha esta nova visão, este novo foco: o
da superação. Transformar essa tragédia apenas em experiência ou aprendizado
é minimizar a dor e o tamanho do que ocorreu, mas precisamos ter instrumentos
de ação e um deles é a parceria, pois muitos santa-marienses precisam de nós
e, por isso, nossa cidade precisa voltar a se desenvolver.
Além de uma Lei rigorosa, da qual como parlamentar tive a oportunidade
de construir junto com meus outros deputados, ainda há a necessidade de Santa
Maria voltar a se desenvolver a partir da recuperação da sua autoestima. Na
mesma linha que Rhode Island, aqui em Santa Maria e em nosso Estado, se impôs
a obrigação de construir uma Lei mais rigorosa. E, além de acompanhar todo o
trabalho na Assembleia Legislativa propus duas emendas com o objetivo de
estabelecer a responsabilidade pela fiscalização, além de tornar mais
cautelosa e rigorosa a emissão de alvarás. Uma das emendas que apresentei
reduziu o prazo de três anos para 12 meses para que os municípios adequem as
suas leis. A segunda emenda, também de minha autoria, que foi aprovada por
unanimidade e portanto integra a Lei 155/2013, determina que tanto a
Prefeitura como os bombeiros podem interditar um estabelecimento que possa
gerar risco à vida. Antes era um ou outro. Todos sabemos que é nos municípios
que as coisas acontecem, portanto, as emendas visam garantir a aplicação dos
dispositivos com rigor. Desde o dia 27 de janeiro do ano passado, cada um de
nós, de alguma forma, busca superação, cientes de que a dor nunca terá
fim. Filhos, amigos, colegas; 242 vidas abreviadas deixando saudades
sem fim. Tragédia que me trouxe também a convicção de que é preciso fazer
tudo para que não se repita. A começar pelo rigor das leis e suas aplicações.
Além das emendas que integram a Lei a austeridade da nova legislação está
presente na obrigação da previsão da lotação máxima do local, capacidade do
controle de entrada e saída de fumaça e quantidade máxima de calor que a
construção suporta, itens que devem constar no Projeto de Prevenção Contra
Incêndios (PPCI). Eventos que contarem com a previsão de mais de 200 pessoas
deverão, por força da Lei, contar com a presença de brigadistas de incêndio.
Entretanto é preciso que cada um de nós tenhamos consciência de que a
cidade precisa de nós. Nada vai apagar o que aconteceu. O ano que passou
jamais será esquecido. Mas a população merece voltar a sorrir. Sinto que as
pessoas se tornaram mais humanas, mais sensíveis depois do ocorrido, pois
elas estão mais preocupadas com tudo e com todos, o que era de se prever. Mas
creio que com muito trabalho e superação, reerguemos a nossa querida cidade
e, consequentemente, todo o time que integra o coração do Rio Grande. As
pessoas estão querendo que nós façamos a superação. Que possamos nos
recuperar desse grande trauma, mas principalmente, que nós possamos voltar a
nos desenvolver. E eu, como santa-mariense e homem público, mas
principalmente como pai, continuarei trabalhando muito para isso.
(Artigo publicado no jornal A Razão de 27 de janeiro de 2014)
*Deputado Estadual
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27/01/2014
ARTIGO: 2014 - O Ano da Superação
20/01/2014
17/01/2014
OPERAÇÃO KILOWATT: Pozzobom requer que ex-secretário adjunto de obras se explique na Assembleia
O
deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) encaminhou requerimento para
a presidência da Assembléia Legislativa para a convocação do
ex-secretário adjunto da Secretaria de Obras do Estado, Germano
Dalla Valentina, para prestar ao Parlamento todas as informações
sobre os fatos que geraram a Operação Kilowatt.
Pozzobom
também postula que o Parlamento encaminhe ao Chefe de Polícia
do Estado, delegado Ranolfo Vieira Júnior, requerimento para ter
acesso e cópia integral do inquérito policial. “O
recesso parlamentar não pode ser um óbice para que o Governo do
Estado deixe de prestar todas as informações apuradas no inquérito
da Operação Kilowatt, em absoluto respeito ao artigo 37 da
Constituição Federal”, afirmou.
TRADICIONALISMO: Pozzobom presta conta do trabalho parlamentar em congresso do MTG
O
deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) representou a Assembleia
Legislativa na sessão solene de abertura do 61º Congresso
Tradicionalista Gaúcho, do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG),
realizado na noite de sexta-feira (10), em Porto Alegre. O
parlamentar destacou o trabalho realizado no Parlamento estadual em
favor dos tradicionalistas, como a articulação pela suspensão da
aplicação de multas e penalidades a equídeos sem Guia de Trânsito
Animal (GTA) até o dia 31 de dezembro de 2014, e as manifestações
a fim de evitar a votação do projeto de lei apresentado no
Congresso Nacional proibindo a realização de rodeios.
O
parlamentar também prestou contas do seu trabalho para o MTG. Entre
eles, a lei 14.342/2013, de sua autoria, que incluiu de forma oficial
os rodeios e festas campeiras organizados de acordo com as normas da
entidade no Calendário Oficial do Estado, e seu projeto de lei que
também inclui o Encontro de Arte e Tradição Gaúcha (Enart) no
Calendário. “Está na Carta de Princípios, no Inciso I, que é
objetivo do MTG auxiliar o Estado na solução dos seus problemas
fundamentais e na conquista do bem coletivo. Está no Inciso III que
a entidade visa promover, no meio do nosso povo, uma retomada de
consciência dos valores morais do gaúcho. Foi em reconhecimento ao
papel fundamental desempenhado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho
que concedi ao MTG a maior honraria da Assembleia Legislativa, a
Medalha do Mérito Farroupilha”, afirmou.
16/01/2014
ARTIGO: Um grande projeto para a Santa Maria que queremos e amamos
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Jorge Pozzobom*
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Gestado durante a realização do movimento A Santa Maria que
Queremos, projeto capitaneado e desenvolvido pela Agência de
Desenvolvimento de Santa Maria (Adesm), da qual sou integrante do Conselho
Superior, e com o objetivo de projetar a cidade do futuro, através da
participação de toda a comunidade, dos setores da sociedade civil organizada,
além dos poderes públicos e privados, nasceu no final do ano passado o Plano
Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria – 2014 – 2030. Este Plano tem o
significado de um navio que chega a um porto seguro, comandado pelo nosso
capitão Vilson Serro. Mais ainda, é a colheita de um trabalho que contou com
a participação efetiva de toda a comunidade, de forma responsável, dinâmica,
sistêmica, coletiva e contínua para resultar nos objetivos e proposições que,
na minha opinião, muito têm a contribuir com o conceito de Governança. Ou
seja, o conjunto de iniciativas ou ações que expressam a capacidade de uma
sociedade organizada geograficamente, para arguir e sugerir sobre assuntos
públicos e interesses coletivos, a partir do envolvimento conjunto e
cooperativo dos atores sociais, econômicos e institucionais, aliadas às
experiências que podem ser concebidas de novas escalas de governança, com
vistas ao desenvolvimento. Trata-se de uma gestão compartilhada nas áreas
públicas, privada e, também de Organizações Não Governamentais com a
finalidade específica de fortalecer os processos de decisão com a promoção
dos instrumentos da democracia participativa.
E tudo isso para desenvolver uma perspectiva comum e de longo prazo
para a nossa cidade e região de forma sustentável. Além disso, focar nos
objetivos de fomentar a capacidade de participação e de ação para o
desenvolvimento sustentável tanto nas comunidades como na administração local
e regionais. E também para tornar públicas, transparentes e abertas todas as
informações da administração municipal, os indicadores da cidade e os dados
orçamentários e promover a cooperação e as parcerias entre os municípios
vizinhos. Sempre voltados essencialmente para a solução de problemas e
desafios de nosso Município ou da região central. Portanto este documento – O
Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria – 2014 – 2030, é um
instrumento de políticas públicas que serve de base para orientar o
desenvolvimento local e regional. E a importância de um Plano de
Desenvolvimento Estratégico para uma cidade e região deve ter como base este
planejamento técnico – realizado de forma preliminar também pela Adesm
- aliado sempre aos processos participativos, em que o conhecimento
acumulado sobre gestão pública é socializado e posto à prova diante das
necessidades e prioridades apontadas pela população.
É muito importante que tenhamos claro que este documento, sem sombra
de dúvidas, vai contribuir com as próximas administrações municipais no
sentido da implementação de instrumentos de planejamento e execução de
políticas públicas que considerem a sustentabilidade como ferramenta de
gestão transversal a todos os projetos e ações do poder Executivo e
Legislativo municipal, além do devido conhecimento e possível comprometimento
dos setores privados e das sociedades locais. Tenho a convicção de que a
sustentabilidade deve se realizar plenamente nas dimensões política,
econômica, social, ambiental e cultural, de modo a ser integralizada em todas
as esferas formuladoras e executoras das políticas públicas, tanto em seus
conteúdos como em suas formas de implementação. O Plano Estratégico de
Desenvolvimento de Santa Maria – 2014 – 20130 tem mérito reconhecido de se
basear em práticas exemplares de diversos municípios do Brasil e do mundo,
assim como a Agenda 2020, ressaltando políticas públicas que já apresentaram
bons resultados em todas as áreas da administração e evidenciando que é
possível fazer diferente, através do incentivo, do trabalho, da colaboração
e, acima de tudo, do nosso comprometimento com nossas cidades, regiões,
Estado e País, fazendo a diferença necessária na liderança política para
lograrmos um presente melhor sem inviabilizar o futuro das próximas gerações.
Pois a mesma importância que tem planejar a Santa Maria que queremos, tem
trabalhar todos os dias para a Santa Maria que amamos, buscando a cada dia, a
cada trabalho como este, a superação.
(Artigo publicado no jornal A Razão de 16 de
janeiro de 2014)
*Deputado Estadual
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09/01/2014
ARTIGO: 61º Congresso Tradicionalista Gaúcho: Um evento que realmente honra nossa cultura
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Jorge Pozzobom*
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Nesta sexta-feira estarei presente no 61º Congresso Tradicionalista
Gaúcho, que acontece até o domingo Porto Alegre. O último ocorreu em
Santa Maria, que já sediou a 1ª e 50ª edição do congresso, evento este que é
de extrema importância para o tradicionalismo e para a cultura e história do
povo gaúcho. Todos nós sabemos da relevância dos congressos tradicionalistas
que possibilita a troca de experiências, de informações e o que é mais
importante, a convivência. Portanto estarei com muitos amigos nesta
sexta-feira no Centro de eventos da cultura Gaúcha Almir Azeredo Ramos, o
centro de eventos Casa do Gaucho no parque da Harmonia. Neste evento será
definido o tema anual para os CTGs do Estado, o tema dos festejos
Farroupilhas, o local do acendimento da chama crioula do Estado, os locais
das inter-regionais do ENART 2014, além da novidade deste ano: discutir em
blocos temáticos, o MTG internamente.
Para mim, é motivo de satisfação pessoal e de trabalho poder
participar deste evento. Na Assembleia Legislativa, lutei e garanti a
suspensão do Decreto Estadual n.º 50.072/2013, que vigorava até dia 1º de
maio. O Decreto exige a obrigatoriedade de vacinação contra anemia infecciosa
equina (AIE) para a concessão do Guia de Trânsito Animal (GTA) para o
transporte de cavalos e estipula que a vacinação contra anemia infecciosa
deve ser feita de dois em dois meses. Criadores de cavalos e pessoas ligadas
a entidades tradicionalistas e a sindicatos rurais que defendem a ampliação
deste prazo contaram e continuam contando com o meu apoio. Entre as
principais queixas estão a validade da vacina (de dois meses), e seu custo
(em torno de R$ 120,00), além da necessidade de retirada do GTA a cada
transporte de equinos. Sempre manifestei minha convicção de que o decreto
poderia ser suspenso para que os produtores discutissem com o governo a
flexibilização dos prazos. Depois de muitos encontros e pressão que fiz junto
com outros parlamentares, o Governo voltou a trás e estabeleceu o Decreto
50.392, suspendendo as penalidades do anterior até o dia 31 de dezembro.
O cavalo, além de símbolo do Rio Grande do Sul, é uma atividade
econômica importante. Eu analisei toda a legislação, a Lei Federal nº
10.519/2002 e a Lei Estadual nº 13.467/2010 e nenhuma delas estipula prazo.
Consta no preâmbulo da nossa Constituição Estadual que ela foi
promulgada com base nos elevados valores da tradição gaúcha. E com base nesta
afirmação, apresentei projeto de lei, hoje lei 14.342/2013, que incluiu no
Calendário Oficial de Eventos do Estado os rodeios crioulos e as festas
campeiras. A lei prevê, ainda, que qualquer evento tradicionalista seja
incluído no calendário, desde que sejam organizados com o estabelecido nas
Leis 11.719/2002 e 12.567/2006. A Lei de 2002 instituiu o Rodeio Crioulo como
componente da cultura popular do Rio Grande do Sul, enquanto a de 2006
estabelece um conjunto de normas sobre infraestrutura, cuidados médicos,
transporte de animais, canchas e bretes, formas de encilha e proteção dos
animais. Da mesma forma apresentei neste ano na Assembleia Legislativa o
projeto de lei 266/2013, que inclui o Encontro de Arte e Tradição Gaúcha
(Enart) no Calendário Oficial de Eventos do Estado. E foi durante a edição do
Enart 2013 que entreguei ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG),
realizador do evento, a maior honraria concedida pelo Parlamento gaúcho: a
Medalha Mérito Farroupilha. A medalha foi entregue por mim ao presidente do
MTG, Erival Bertolini. São vários motivos que me fizeram escolher o MTG para
homenagear com esta medalha, pois é nossa obrigação reconhecer e parabenizar
os artistas e as famílias que realizam este grandioso espetáculo. O Enart é,
sem sombra de dúvidas, este é o maior evento voltado para o tradicionalismo
no mundo e merece esse reconhecimento.
Este artigo relata alguns exemplos do compromisso assumido e trabalho
realizado a favor do Movimento Tradicionalista Gaúcho, que pactuei desde o
início do meu mandato. Acabou a era do discurso, agora é a era da atitude, da
ação. Tenho orgulho de bater no peito e dizer que sou gaúcho e que exercendo
a função pública de Deputado posso afirmar: compromisso assumido, compromisso
trabalho realizado.
(Artigo publicado no jornal A Razão de 09 de
janeiro de 2014)
* Deputado Estadual
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02/01/2014
ARTIGO: Projeto para disciplinar o uso de regime de urgência no Parlamento
*Jorge
Pozzobom
Protocolei
na Assembleia Legislativa em dezembro, projeto de resolução para
alterar o regimento interno do Legislativo disciplinando o uso do
artigo 62 previsto na Constituição Estadual, utilizado pelo Poder
Executivo para dar regime de urgência a projetos de lei (PLs). De
acordo com a minha proposta, as solicitações de regime de urgência
feitas pelo Governador devem ser analisadas pelos parlamentares em
plenário antes da tramitação. Com isso, os deputados poderiam
avaliar se existe ou não real urgência antes de enquadrar a matéria
no artigo 62. Quero deixar claro que não sou contrário ao uso de
regime de urgência. Entretanto, o excesso de projetos com o uso do
artigo 62 pelo Governo do Estado nos últimos três anos merece uma
análise ou resposta mais efetiva do Parlamento. Seria hipocrisia
dizer que não tem de existir um instrumento desse tipo, mas queremos
que o plenário, de maneira soberana, avalie a urgência. Conforme o
Projeto de Resolução, os projetos enquadrados no artigo 62 também
deverão tramitar durante 15 dias em Comissões de mérito para que
os deputados possam sugerir alterações.
Precisamos
debater o conteúdo das matérias mesmo que elas estejam em regime de
urgência. Atualmente isso só acontece em plenário no momento da
votação. O último levantamento realizado pela Bancada do PSDB na
Assembleia Legislativa, aponta que o Governo Tarso enviou 550
projetos desde janeiro de 2011, quando a sua administração começou,
sendo 468 em regime de urgência. Isso representa 85% do total das
matérias enviadas. No governo Rigotto (2003-2006), foram
encaminhados 372 projetos e 169 com urgência (45%). Na gestão de
Yeda (2007-2010), foram 449 projetos de lei e 118 com urgência
(26%). Durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) propus que os membros da CCJ encaminhem um proposta de emenda
constitucional (PEC) que regulamente o uso do artigo 62 da
Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Atualmente, o
dispositivo permite que o Governador encaminhe projetos em regime de
urgência para que seja votado no período máximo de 30 dias, sem a
necessidade de deliberação nas Comissões temáticas.
Quando
Projetos de Lei chegam ao Parlamento gaúcho com regime de urgência,
passam a ter prioridade na deliberação sobre outros projetos que já
estavam previstos para ser votados. O regime de urgência foi
concebido como mecanismo excepcional – extraordinário - para
atender situações urgentes, mas acabou sendo tomado como regra
ordinária de tramitação legislativa. Não é a urgência que move
o atual Chefe do Poder Executivo, mas ela é utilizada como mecanismo
de aceleração da tramitação e de uma aprovação pouco cuidadosa,
sem a devida informação e avaliação por parte do Legislativo. O
regime de urgência automático, aceito submissamente pelo Poder
Legislativo torna sumário o processo legislativo. Elimina as devidas
etapas da tramitação. As comissões sofrem grandes limitações no
exercício de suas competências. O Plenário é surpreendido.
Tenho
a convicção de que todos os projetos devem passar pela Comissão de
Constituição e Justiça. O parecer da CCJ é importante para que
possamos fazer o controle interno de constitucionalidade, que é um
dos elementos básicos do devido processo legal. Por este motivo
estou propondo a criação de um processo sumaríssimo para que
nenhum projeto de lei vá à votação em Plenário sem o parecer
desta Comissão. E por acreditar no valor da Comissão de
Constituição e Justiça e por pensar que está na hora de afirmar o
Legislativo gaúcho enquanto Poder independente no Estado Democrático
de Direito é que proponho este Projeto.
*Deputado
estadual do PSDB
(Artigo publicado no jornal A Razão em 02 de janeiro de 2014)
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