17/12/2013

CCJ: Aprovado relatório de Pozzobom ao PL que garante recursos para Apaes

 
Foi aprovado, na sessão desta terça-feira (17) da Comissão de Constituição e Justiça, o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 227/2013, que dispõe sobre o regime jurídico imprescindível para que o Poder Público faça constar nas leis orçamentárias municipais os recursos necessário para a preservação da garantia à educação especial às pessoas com deficiência. Com parecer favorável do deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB), a PEC beneficia diretamente as Associações de Pais e Mestres (Apaes) porque garante nos orçamentos das prefeituras recursos para o atendimento especializado e público por meio de convênios com as entidades.
 
Pozzobom destacou o envolvimento do Parlamento Gaúcho neste ano de 2013 para fortalecer as Apaes, como a mobilização de apoio às entidades para a alteração no Congresso Nacional da Meta 4 do Plano Nacional de Educação. O dispositivo obrigaria que todas as pessoas com deficiência fossem matriculadas na rede regular de ensino, o que determinaria o fim das escolas especiais. “Todos sabemos das dificuldades pelas quais as Apaes passam, porque são entidades filantrópicas e dependem do auxílio do poder público e do esforço da comunidade para serem mantidas. Este projeto garante no orçamento dos municípios recursos para serem destinados às entidades e a projetos voltados para as pessoas com deficiência que, segundo nossa Constituição Federal, têm assegurado o direito à educação”, afirmou.



SANTA MARIA: Pozzobom presta contas sobre o mandato em reunião do Conselho Superior da Adesm

Na reunião do Conselho Superior da Agência de Desenvolvimento de Santa Maria, ocorrida nesta segunda-feira (16), no Sest/Senat, o deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) apresentou uma prestação de contas do seu trabalho realizado na Assembleia Legislativa. No encontro, que reuniu fundadores, mantenedores e diretores da Adesm, foi realizada a avaliação de 2013 e definidas ações para 2014.

Entre as atividades apresentadas sobre o trabalho desempenhado pelo deputado no Parlamento Gaúcho, estão as proposições visando dar eficácia e que tornaram mais rigoroso o Projeto de Lei 155/2013, aprovado na semana passada em Plenário, e que dispõe sobre sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndios nas edificações e áreas de risco de incêndio. Pozzobom também ressaltou o trabalho da Adesm, e que em âmbito estadual trabalha buscando consonância com as demandas de Santa Maria e da Região Centro. “É um orgulho muito grande fazer parte do Conselho Superior de uma agência que está planejando o desenvolvimento de Santa Maria, que é a minha cidade. Nesta oportunidade que tive de prestar contas do meu trabalho, sem sombra de dúvidas o que mais devemos destacar é o esforço feito em conjunto ao longo de 2013 para criar e melhorar o PL 155/2013. Pelo que aconteceu no dia 27 de janeiro deste ano, que foi o dia mais triste da história deste país, a cidade esperava como resposta de nós uma lei que imponha uma fiscalização mais rigorosa e que priorize o que temos de mais importante, que é a vida das pessoas. Tenho certeza de que este é um ponto de partida importante para que nós façamos a superação e possamos voltar a nos desenvolver”, afirmou.

16/12/2013

ARTIGO: O PROJETO CALOTARSO E AS RPVs


O Projeto de Lei nº 365 /2013, de autoria do Governo do Estado, foi retirado na terça-feira da pauta de votação do plenário por iniciativa do autor. Mas na verdade não foi bem assim. É preciso esclarecer, e como parlamentar tenho esta obrigação com os gaúchos, que o projeto apenas foi retirado por pressão de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) e porque o governo não tinha os votos suficientes para aprovar o projeto, já que a base aliada ao Governo que não teria como explicar aos seus eleitores e, logicamente, pela grande articulação dos servidores públicos e da sociedade em geral, que repudiou veementemente este descabido projeto, que mais uma vez penaliza o servidor e o contribuinte nos seus direitos. O Projeto de lei que buscava alterar o procedimento para o pagamento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) devidas pelo Estado do Rio Grande do Sul, suas Autarquias e Fundações, modificando e reduzindo o máximo do valor a ser pago.
Desde o primeiro momento, por coerência, manifestei minha contrariedade a este projeto, que era manifestamente inconstitucional, na sua redação proposta, suprimia importante artigo da lei que trata da atualização dos valores do precatório, nos termos da Constituição Federal, não apresentando nenhuma alternativa, apenas revogando-o. Desta forma, retirava-se a baliza constitucional que garantia, pelo menos, a atualização do valor até o efetivo pagamento. Pode-se questionar a falta de correção monetária, no momento do pagamento, pois há determinação constitucional de correção monetária.
Outro absurdo jurídico e administrativo estava no art. 3º, o qual faço questão de reproduzi-lo, neste espaço: “As requisições de pequeno valor cuja ordem judicial de expedição tenha sido proferida antes da entrada em vigor desta Lei observarão o limite anterior de quarenta salários mínimos. § 1º A parte exequente que houver postulado a renúncia ao crédito excedente de que trata o art. 4º da Lei n.º 13.756, de 15 de julho de 2011, quando a ordem judicial de expedição da requisição de pequeno valor não tenha sido proferida antes da entrada em vigor desta Lei, será intimada para se retratar, caso em que o seu crédito original será pago por meio de precatório, ou renunciar ao crédito excedente a dez salários mínimos, caso em que o seu crédito, observado este limite, será pago por meio de requisição de pequeno valor. § 2º Se a parte exequente permanecer silente após devidamente intimada para os fins do disposto no § 1º deste artigo, o seu crédito será pago por meio de precatório em valor correspondente ao último cálculo homologado antes da renúncia. É importante destacar que ordem de expedição é um dos últimos andamentos do processo, ou seja, aquelas ações que ainda estão tramitando e nas quais não ocorreu a referida ordem, os autores serão muito prejudicados, pois terão que retornar ao precatório, caso não desejem receber apenas dez salários mínimos; verdadeiro absurdo.
Antes de me eleger Deputado compareci, pessoalmente, na sede da OAB-RS e assumi o compromisso com o então Presidente Claudio Pacheco Prates Lamachia de que, uma vez eleito, como advogado, queria ser um representante da nossa classe no Parlamento gaúcho. Esta pequena justificativa tem por finalidade demonstrar que além do discurso, também na prática honrei meu compromisso. Antes mesmo de ser retirado pelo Governo, como referi antes, manifestei minha opinião em plenário afirmando que o PL 365/2013 é manifestamente inconstitucional e, por este motivo, receberia meu voto com dois “cs”; de coerente e contrário.
Atualmente, nosso Estado é uma indústria de precatórios e RPVs. Grande parte deste passivo (direito de receber indenização do Estado) está em mãos de pessoas idosas, oriundo de ações de pensionistas e previdenciários, que na falta de esperança de receber em vida seus direitos acabam vendendo por até 10% do valor de face seus direitos. Tenho a obrigação moral de registrar que em 2008, além de pagar os fornecedores em dia, começar a pagar os aumentos salariais concedidos aos servidores por leis desde 1995, pagar o 13º salário no início de dezembro com recursos próprios, o governo do PSDB criou a condição fiscal e legal de retomar o pagamento dos precatórios e RPVs. Assim, o volume de RPVs veio crescendo, especialmente a partir de 2008. Somente nos últimos quatro anos do Governo do PSDB, entre 2007 e 2010, quando ocorreu a retomada dos pagamentos de precatórios e RPVs, foram disponibilizados pelo Tesouro estadual mais de R$ 1,165 bilhão, ou cerca de 94% de todos os pagamentos feitos entre 1999 e 2010. A prova do que estou falando está na frase constante na justificativa do PL 356/2013, que diz “Contudo, o volume de RPV’s vem crescendo, especialmente a partir de 2008”.
Portanto a retirada do projeto por parte do governo Tarso Genro, que foi que o propôs, para mim não é sensibilidade. É sim a escolha de não passar por uma derrota em plenário em mais uma tentativa da atual gestão de dar um calote: mais um Calotarso. 

(Artigo publicado no Jornal A Razão no dia 12 de dezembro de 2013)



13/12/2013

ARTIGO: Ousar, inovar e paixão para crescer


*Jorge Pozzobom


Tive a honra de representar a Assembleia Legislativa, na última edição do “Tá na Mesa”, da Federasul e poder assistir à palestra do presidente do Conselho de Administração da RBS, Nelson Sirotsky, cujo tema era “Transformar para crescer”. Durante a sua manifestação, Sirotsky afirmou que o maior desafio do nosso País não é de natureza econômica e sim política. Que o Brasil precisa de uma grande reforma política. Mas o que mais me chamou a atenção da visão apresentada pelo presidente do Conselho de Administração da RBS foram os elementos essenciais para transformar, quando afirma que para crescer devemos ter atitude, ousadia, inovação, tomar decisões, correr riscos permitidos, planejar, inflexibilidade na ética, mas principalmente quando destacou que além de tudo é preciso ter paixão pelo que se faz.

E este é um grande ensinamento ao qual não apenas me associo como me identifico. Sempre entendi que quando fazemos o que gostamos, com atitude, coragem determinação, amor e paixão, quando colocamos o coração em nossas ações, as chances de erros são muito menores, por isso, tenho a ousadia de dizer que também devemos correr riscos permitidos, pois decisões precisam ser tomadas sempre sabendo, que é preferível errar tentando, a se omitir ou transferir responsabilidades. Isso para mim tem nome: Gestão empreendedora. Pois só com a compreensão destes conceitos é que alcançamos nossos objetivos. Só assim provocamos atitude empreendedora dentro das organizações, sejam elas públicas ou privadas. 

O planejamento aliado à ousadia e à tomada de decisão permite que possamos nos antecipar às demandas, criar soluções para problemas potenciais. E através da persistência, do planejamento, do foco, busca atingir a eficácia ou muda de estratégia a fim de vencer um desafio ou obstáculo. Aceita situações que implicam desafios ou riscos. E foi sempre baseado na compreensão destes conceitos que pautei minha vida pública. Desde o vestibular, em 1994, o primeiro estágio na advocacia, como na Câmara de Vereadores, na função de Secretário Municipal de Assistência Social, nos postos que ocupei no Governo do Estado, seja como Secretário Adjunto, seja como assessor especial da Governadora e agora como deputado. Com orgulho quero compartilhar com vocês que, como empreendedor político, tenho metas definidas, objetivos planejados mas, principalmente, paixão pelo que faço e amor por Santa Maria.


*Deputado estadual do PSDB
(Artigo publicado no jornal Diário de Santa Maria no dia 12 de dezembro de 2013)

12/12/2013

Parlamento Gaúcho faz um minuto de barulho em homenagem às vítimas da Kiss

Durante a votação do Projeto de Lei 155/2013, que dispõe sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndios nas edificações e áreas de risco de incêndio, no início da noite desta quarta-feira (11), na Assembleia Legislativa, os parlamentares e o público presente nas galerias aplaudiram, por um minuto, as vítimas da tragédia que deixou 242 pessoas mortas no dia 27 de janeiro deste ano, em Santa Maria. O “minuto de barulho” foi um pedido do deputado estadual santa-mariense Jorge Pozzobom (PSDB) no fim de sua fala defendendo a aprovação do projeto.
Pozzobom afirmou que a cidade de Santa Maria aguarda por uma legislação rigorosa e eficiente que priorize a vida das pessoas acima de tudo. “O que vivemos no dia 27 de janeiro em Santa Maria, sem sombra de dúvidas, foi o que aconteceu de mais triste na história do país. A cidade tem falado todos os dias que quer uma fiscalização mais rigorosa, que priorize a segurança das pessoas, que haja um rigor muito forte na liberação dos alvarás. As pessoas estão querendo que nós façamos a superação. Que possamos nos recuperar desse grande trauma, mas principalmente, que nós possamos voltar a nos desenvolver”, desabafou.
O parlamentar destacou o trabalho feito na Assembleia ao longo de todo este ano com a participação dos deputados de todos os partidos. Pozzobom inclusive teve aprovadas quatro emendas na CCJ e outras quatro em Plenário. Uma delas, protocolada nesta terça-feira (10), dando prazo máximo de 12 meses para que os municípios atualizem sua legislação sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndios nas edificações e áreas de risco de incêndio – no texto original, seriam três anos.


11/12/2013



Pozzobom propõe disciplinar o uso de regime de urgência

O deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) protocolou nesta terça-feira (10) projeto de resolução para alterar o regimento interno do Legislativo disciplinando o uso do artigo 62 da Constituição Estadual, utilizado pelo Poder Executivo para dar regime de urgência a projetos de lei (PLs). Pela proposta, as solicitações de regime de urgência feitas pelo governador teriam que ser analisadas pelos parlamentares em plenário antes da tramitação. Com isso, os deputados poderiam avaliar se existe ou não urgência antes de enquadrar a matéria no artigo 62.

O parlamentar enfatizou que não é contrário ao uso de regime de urgência. Entretanto, Pozzobom explicou que o excesso de projetos com o uso do artigo 62 pelo governo do Estado nos últimos três anos merece uma resposta mais efetiva do Parlamento. “Seria hipocrisia dizer que não tem de existir um instrumento desse tipo. Mas queremos que o plenário, de maneira soberana, avalie a urgência”, justificou.

Pela proposta de Pozzobom, os projetos enquadrados no artigo 62 também deverão tramitar durante 15 dias em comissões de mérito para que os deputados possam sugerir alterações. “Precisamos debater o conteúdo das matérias mesmo que elas estejam em regime de urgência. Atualmente isso só acontece em plenário no momento da votação”, afirmou.

De acordo com o último levantamento pela Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, o governo Tarso enviou 550 projetos desde janeiro de 2011, quando a administração começou, sendo 468 em regime de urgência. Isso representa 85% do total das matérias enviadas. No governo Rigotto (2003-2006), foram encaminhados 372 projetos e 169 com urgência (45%). Na gestão de Yeda (2007-2010), foram 449 projetos de lei e 118 com urgência (26%).

PASSE LIVRE: Deputados de Oposição querem que financiamento de passagens pelo Estado seja para todos

O deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) assinou a emenda ao Projeto de Lei 309/2013, que altera a lei nº 14.307, que instituiu o Passe Livre Estudantil Intermunicipal no Estado do Rio Grande do Sul. A emenda prevê que o Estado subsidie integralmente a passagem de todos os estudantes matriculados em ensino técnico ou superior que tenham aulas em cidade diferente daquela que reside. Atualmente, pela lei, municípios que não pertencem à Região Metropolitana e às Aglomerações Urbanas da Serra, do Sul e do Litoral devem criar um fundo para o financiamento destas passagens. Assim, municípios próximos a centros educacionais importantes, como Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Passo Fundo e Erechim só têm garantida isenção de passagem caso os municípios destinem recursos para tanto.
 
Conforme Pozzobom, a emenda é uma nova tentativa dos deputados de oposição de tornar a lei mais democrática, tratando todos os municípios do Rio Grande de Sul de forma igual. “Há muito tempo sustentei que este projeto violava o princípio constitucional da igualdade. Ora, se todos são iguais perante a lei com seus deveres, também devem ser com seus direitos”, concluiu.